terça-feira, 13 de julho de 2010

PERCEBAM... - Primeiras impressões

Marcello: O seu espírito é seu espírito e você é matéria.
Leticia: E eu sou o quê, então, se não tenho alma?
Pode parecer um pouco tarde para primeiras impressões, mas preciso cumprir o que foi prometido (o que não quer dizer que eu não queira escrever). Bem, vamos lá!
Como em qualquer lugar, é um pouco difícil se encaixar num grupo bem definido, com subconjuntos bem definidos, talvez até fechados a novos "integrantes". As memórias do ano anterior serão diferentes quando comparadas, os motivos de riso serão outros, e é impossível falar com propriedade daquilo que não se conhece por completo; impossível rir de algo que não faz sentido, mais uma vez, por não ser conhecido. Tentei, confesso, mas foi diante de advertências ditas como brincadeira que parei. Minhas lembranças também não teriam o menor nexo ali, muito menos graça.
Em primeiro lugar, precisei conhecer como as coisas funcionavam. Como tratar novos colegas e professores, rotina, coisas básicas - e assim, devagar, conhecer mais um pouco sobre aqueles seres místicos vindos da terra do gelo e da neve, de um 1º B alegre e contente, verdadeiros cavaleiros na tempestade. E seguindo um fluxo natural, fui me enturmando, aprendendo a lidar com pessoas que eram, ao mesmo tempo, muito diferentes de mim, mas repletas de semelhanças.
Os professores também se mostraram surpreendentes, cada um com seu jeito: o mais demoníaco, a mais elegante, a vermelha; um mais pandinha, outro mais jóvi. E acredito que o que eles têm a nos ensinar ultrapassa o campo acadêmico para ficar gravado para sempre em nossas mentes, orientando nossas vidas. Lições memoráveis, pois duvido que alguém soubesse que no contexto atual, ápice da globalização, em que a diversidade é valorizada através da massificação cultural, ou você é branco, ou você é pobre. Ainda: que, em alguns países, as mulheres são tão boas, ou até melhores que os homens. NÃO É EXTRAORDINÁRIO? Coisas banais que só passam despercebidas por nós porque somos meros urbanóides que nunca lembram de tratar os espaços como pessoas.
Bem-orientados, fomos construindo memórias de um primeiro semestre como 2º B em meio aos mais bizarros acontecimentos, a tensões e pressões, internas ou externas, talvez inexplicáveis, que podem ou não ter a ver com desejo. E é verdade que, a cada dia, as menores coisas me fascinavam, como criança diante de novas descobertas. Verdade também é que, inicialmente, não simpatizei com alguns, mas hoje digo com certeza que todos, colegas e professores, são importantes e que gosto muitomuitomuito de cada um, desde o mais quieto ao mais enérgico, de todo o coração. Piegas, mas verdade, não posso negar.
Só me resta dizer que esse semestre foi realmente importante para mim por cada momento de alegria, nervoso, por cada R em História. Que nós, juntos como 2º B, possamos construir grandes memórias, doces, trágicas, desagradáveis, como venha a acontecer. Fazer o melhor de anos tão decisivos para todos nós e seguir com a certeza de uma juventude memorável, ao lado de grandes amigos e sem cogumelos nas unhas (ainda bem)! Conhecê-los e fazer parte disso tudo foi uma das coisas mais maravilhosas que já vivi e que me faz sentir muito agradecida e abençoada a cada dia.
Perifa, manifeste-se sempre que possível, mas não esqueça de dizer que é limpinha!
Murillo, continue dando idéias à nossa professora, ainda que ela seja UMA MULHER CASADA!1!11
Marcello, sempre: full de ás com par de reis!
Frio, continue sentindo o Negão! Que continuemos sendo brancos empreteados!
Muito obrigada, 2º B! Seja bem-vindo, segundo semestre!

Mariana :3

Um comentário:

  1. HAHAHAHAHAHA, morri muito lendo.
    E só a Mari pra ser fofa desse jeito (:

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